Afinal, para que serve a certificação de madeira?

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Comprar um produto com qualidade e segurança, sem dúvidas é o desejo da maioria dos consumidores. Quando falamos do comércio de madeiras, o que chama bastante atenção é o selo de madeira certificada. O mesmo agrega bastante valor à peça que está sendo vendida, pois reúne diversos fatores que garantem um rigoroso processo de extração e produção de produtos florestais, a fim de preservar o meio ambiente.

Não somente com a consciência de preservação ambiental, o selo garante outros métodos conscientes em relação às comunidades no entorno de atividades de extração, aos trabalhadores envolvidos em todo o processo, entre outros detalhes importantes que impactam na qualidade de um produto além de sua aparência física.

O que é esse selo?



O selo é emitido pelo FSC Brasil (Organização Não Governamental e Sem Fins Lucrativos), que é um sistema de certificação florestal, que identifica produtos oriundos do bom manejo florestal. O mesmo pode ser aplicado para peças de mobiliário ou madeiramento estrutural e é reconhecido internacionalmente. Em conjunto, o Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) também atua com essa finalidade, seguindo as normas estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Em suma, é preciso que a empresa que extraia e comercialize a madeira, siga alguns requisitos para ganhar esse selo tão importante para o produtor e para o comprador. Dentre eles, podemos destacar 3 macro aspectos para avaliação: ambiental, social e econômico. Esses 3 princípios devem estar igualmente alinhados no processo de produção e devem se complementar.

Princípio ambiental



Toda a certificação se baseia na Exploração de Impacto Reduzido (EIR), que agrega pontos legais, como o Código Florestal Brasileiro, por exemplo, às estratégias de manejo florestal responsável.

Assim, uma extração que não utilize insumos agressivos ao meio ambiente, faça o correto descarte de resíduos, tenha baixa emissão de poluentes, não prejudique rios e lagos, e nem as espécies da fauna e flora, tem grandes chances de ser certificada.

Princípio econômico



Neste, podemos destacar a necessidade de um planejamento bem feito para que não haja prejuízos ao meio ambiente e necessidade de retrabalho durante a extração. Assim, é possível ter um maior aproveitamento da produção, redução de danos ao maquinário e menos desperdício de materiais e de madeira extraída.

Princípio social



Esse é de suma importância, pois envolve as relações da empresa com seus trabalhadores e diz respeito às leis trabalhistas. Assim, a mesma deve cumprir com toda a legislação vigente, cumprir as determinações de segurança do trabalho e as normas técnicas de saúde do trabalhador.

Além disso, a comunidade local de onde está sendo feita a extração, deve receber toda a atenção e assistência necessárias. É preciso haver uma exposição e um debate com a comunidade sobre o serviço feito, expor os possíveis impactos e garantir a permanência delas em seu local de origem.

É preciso minimizar os impactos físicos nesse ambiente e estimular a empregabilidade da comunidade no processo de extração. Além disso, serviços também podem ser desenvolvidos para agregar benefícios à população e ao entorno.

Assim, para que o processo de certificação de fato ocorra, a FSC Brasil habilita certificadoras especializadas, que exigem a adoção desses procedimentos para realizar o processo de certificação. Tais procedimentos são analisados em auditoria pela certificadora, para atestar o cumprimento.

As etapas da certificação



O processo de certificação começa a ser feito a partir do momento que a empresa extrativista entra em contato com qualquer certificador ou com o FSC Brasil. As etapas para conseguir a certificação da madeira são:

  • Requerimento e proposta para certificação
  • Pré-avaliação
  • Consulta pública
  • Auditoria principal
  • Relatório e revisão do processo
  • Resumo público referente à certificação
  • Monitoramento anual


Quanto aos custos para todo esse processo de certificação, existem os diretos e indiretos. Os diretos são os com auditorias de campo, que variam em relação à localização; custos do monitoramento anual; e a taxa anual de certificação. Já os indiretos são gastos com pessoal, treinamento, inventários; entre outros. É importante ressaltar que é preciso realizar a renovação da certificação a cada 5 anos.

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