Qual será a demanda por madeira nos próximos anos?

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Qual será a demanda por madeira daqui a 20 anos?

Quando falamos de demandas futuras, é importante que aspectos diversos sejam considerados, isso faz com que se evitem erros. Com o avanço tecnológico, principalmente na medicina, tem-se um aumento populacional considerável, aliado também a um aumento da expectativa de vida e da qualidade de vida, o que interfere diretamente na organização social. Esses fatores fazem com que as demandas por insumos ao crescimento populacional sejam proporcionalmente aumentadas. 

Dentre as demandas futuras, temos a demanda por madeira. Além dos aspectos já citados anteriormente, outros fatores devem ser observados quando se trata especificamente desta demanda: diminuição da quantidade de florestas, tempo de crescimento das árvores, diversidade de usos da madeira, explorações inadequadas, restrições legais relativas ao tema, dentre outras.

A diminuição da quantidade de florestas é o fator que mais interfere sobre a disponibilidade do produto no mercado, tendo em vista que áreas florestais veem sendo desmatadas nos últimos anos.  O tempo de crescimento de uma floresta demanda tempo e técnicas de manejo adequadas para que a qualidade do produto final seja mantida, ou seja, mesmo com a demanda alta é necessário que se respeite o tempo de desenvolvimento da floresta, razão pela qual muitos trabalhos supõem a ocorrência de um apagão florestal nos próximos 20 anos. Isso significa que a demanda por madeira seria muito maior do que a oferta deste item no mercado.

Os diversos usos da madeira são o grande motivo pelo qual este mercado já possui reconhecimento. Dentre os principais usos da madeira que fortificam a boa demanda do produto estão: produção de celulose, uso na produção de energia (a energia a base de carvão mineral esta novamente em ascensão), produção de móveis, uso na construção civil e naval, acabamentos internos, fabricação de instrumentos musicais, etc.

Atualmente já existe uma boa demanda mundial por madeira nobre, a qual tende a crescer mais, uma vez que a população mundial deverá chegar aos 8,5 mil milhões em 2030 e 9,7 mil milhões em 2050.  Outro fator, também de suma importância, principalmente no Brasil, é a exploração inadequada das florestas nativas, como é o caso da floresta Amazônica. Estudos sobre o tema mostram que em torno de 70% da madeira retirada desta área é clandestina. Em contrapartida, tem-se também um aumento significativo nas fiscalizações, o que fortalece a procura por madeira legal e estimula o aumento dos preços das madeiras de reflorestamento.

Um estudo realizado pelo WWF (World Wide Found for Nature) estima que a demanda por madeira em 2050 seja três vezes maior que a existente. Tal estudo considerou parâmetros populacionais e energéticos e foi apresentado pela primeira vez na Alemanha, em 2013. O trabalho completo está contido no capítulo do livro intitulado “Living Forest Report” (Relatório Florestas Vivas), da Rede WWF. O estudo também considera que as florestas plantadas diminuem a pressão em relação às florestas nativas, diminuindo também a extração ilegal. Ou seja, contribuem para preservação ambiental. O objetivo do WWF é que o desmatamento ilegal acabe e florestas plantadas com fins comerciais sejam estabelecidas e fortificadas. Ressaltam que: “se a perda de florestas naturais ficarem próxima de zero após 2020, sem que haja uma redução significativa no consumo, até 2050 precisaremos de até 250 milhões de hectares de novas plantações de árvores.  Isso é quase o dobro das plantações hoje existentes.  Portanto, plantações bem manejadas e que contribuam para restaurar os ecossistemas, principalmente se feitas em terras que já estão degradadas, desempenharão um papel cada vez mais relevante”.

Já o IBF (Instituto Brasileiro de Florestas) realizou um estudo sobre a demanda por madeira nobre nos últimos 12 anos e constatou que ante aos movimentos de oferta x demanda os preços subiram consideravelmente no tempo analisado. O mesmo instituto estima que no período de 20 anos a demanda por este tipo de madeira tende a crescer 4 vezes mais, o que pode resultar na valorização da madeira e nos investimentos do setor florestal.  De acordo com o instituto “o impacto direto no preço do metro cúbico da madeira pode chegar a mais de 25% de valorização do preço real ao longo do ciclo de 20 anos”.

O Brasil possui vantagens em relação ao mercado florestal, considerando principalmente seus atributos climáticos e a qualidade e diversidade dos solos do país. Isto faz com que diversas espécies exóticas (vindas de outras regiões do mundo) se adaptem as condições locais e se desenvolvam de maneira satisfatória. Uma espécie que tem ganhado destaque no Brasil é o Mogno Africano, principalmente devido a sua adaptação ao país, bem como por apresentar maior resistência a praga que culmina o mogno brasileiro (broca do ponteiro).  

Diante do exposto, é possível inferir que a demanda por madeira tende a crescer nos próximos 20 anos, o que torna os investimentos florestais ainda mais atrativos. Para permitir que você tenha acesso a esse tipo de investimentos, a Radix está democratizando os investimentos florestais. Fique atento às nossas redes sociais, cadastre-se e seja avisado da nossa próxima oferta de títulos florestais. Sendo um investidor florestal você alinha rentabilidade e sustentabilidade!

Referências consultadas:

HOFF, Petrus. Ganhe dinheiro plantando árvores. 2016. Este é um capítulo do livro “CO2, um presente dos céus”. Disponível em: <https://www.groasis.com/pt/financeiro/ganhe-dinheiro-plantando-arvores>. Acesso em: 02 jun. 2017.

IBF, Instituto Brasileiro de Florestas. Qual o Futuro do Mercado de Madeiras Tropicais Nobres no Brasil. 2016. Escrito por Higino Aquino. Disponível em: <http://www.ibflorestas.org.br/conteudo/blog/1091-qual-o-futuro-do-mercado-de-madeiras-tropicais-nobres-no-brasil.html>. Acesso em: 02 jun. 2017.

 SILVA, Márcio Lopes da; FONTES, Alessandro Albino. Discussão sobre os critérios de avaliação econômica: valor presente líquido (VPL), valor anual equivalente (VAE) e valor esperado da terra. Revista Árvore, [s.l.], v. 29, n. 6, p.931-936, dez. 2005. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0100-67622005000600012.

UNRIC. ONU projeta que população mundial chegue aos 8,5 mil milhões em 2030. 2015. Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC. Disponível em: <http://www.unric.org/pt/actualidade/31919-onu-projeta-que-populacao-mundial-chegue-aos-85-mil-milhoes-em-2030>. Acesso em: 01 jun. 2017.

WWF, World Wide Found For Nature. Demanda por madeira deve triplicar até 2050. 2013. Disponível em: <http://www.wwf.org.br/informacoes/?33562/Demanda-por-madeira-deve-triplicar-at-2050>. Acesso em: 04 jun. 2017.

Sobre Letícia de Alcântara

Letícia de Alcântara- Gestora Ambiental- Mestranda em Meio Ambiente e Recursos hídricos

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